terça-feira, 25 de novembro de 2014

MUITO ESTRANHO... ROUBO NA SECRETARIA DE SAÚDE

Tomamos conhecimento que roubaram uma televisão e uma impressora da Secretaria de Saúde... Quem poderia ter saído sem deixar rastros? Nada foi arrombado?

ESTRANHO, MUITO ESTRANHO!

Imagem ilustrativa

BINHO, BINHO, BINHO... HUM - O POVO ESTÁ DE OLHO...

Envolvidos em esquema fraudulento na Ceasa/RN são condenados

O magistrado, no entanto, reconheceu a inocência de um dos arrolados na denúncia do Ministério Público, oferecida em novembro de 2009, o funcionário Liésio Andrade, o qual, na condição de Presidente da Comissão Permanente de Licitação das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte no ano de 2005, deu andamento ao procedimento licitatório Carta-Convite nº 001/2005.
O caso
Segundo a denúncia do MP, em 2005, a Ceasa celebrou contrato de seguro superfaturado com a empresa Unibanco AIG Seguros, nos termos do processo nº 00341/2005/Carta Convite nº 001/05.
Para tanto, o acusado Jimmy Cleyson, na condição de Chefe do Departamento de Compra da CEASA, deu início ao processo licitatório, com a realização de pesquisa mercadológica, incluindo preços superdimensionados. Por sua vez, o acusado Liésio de Andrade, exercendo a função de Presidente da Comissão de Licitação, deu prosseguimento ao procedimento licitatório fraudulento, atestando que os representantes das empresas Liberty Paulista de Seguros Ltda., HSBC Seguros S/A e AGF Brasil haviam comparecido e vistoriado a área objeto do certame. Ao denunciado João Alves Bastos, então diretor-administrativo da CEASA/RN, restou a homologação da licitação fraudulenta e ordenou a despesa em valores superfaturados.
O contrato foi viabilizado pelo acusado Robson Luiz dos Santos Moraes (que teve seu processo desmembrado posteriormente), representante legal da empresa Unibanco AIG Seguros, enquanto que o acusado Ricardo Azevedo Lima figurou no negócio firmado como beneficiário direto, tendo a sua empresa Cabugi Corretora de Seguros percebido o pagamento de alto valor de comissão em razão da contratação do seguro em valor superfaturado.
Segundo a denúncia, posteriormente descobriu-se que as empresas que tiveram seus nomes incluídos como participantes do certame, na realidade, não haviam apresentando qualquer proposta, nem participado do processo de licitação.
Sentença
Em sua sentença, o juiz Ivanaldo Bezerra assinala que o “grande beneficiário do esquema de desvio de dinheiro público” foi o proprietário da Cabugi Administradora e Corretora de Seguros, Ricardo Jorge de Azevedo, operacionalizado através da fraude na licitação para contratação de seguro patrimonial da CEASA/RN. “A prova recrutada indica que o acusado recebeu vantagem ilícita consistente no recebimento de tarifa de corretagem em valor superdimensionado à custa do Poder Público”, explica.
Segundo o interrogatório, Ricardo Azevedo recebeu a quantia de R$ 39 mil a título de percentual de corretagem somente por ter levado à empresa Unibanco AIG Seguros S/A, única habilitada após a conclusão da licitação fraudada, o edital de licitação nº 001/2005, solicitando a “reserva de mercado”, que é o pagamento da comissão caso aquela empresa fosse a vencedora do certame.
Já com relação ao acusado Jimmy Cleyson, na condição de chefe da divisão de compras das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte, a sentença definiu que ele foi o responsável por requerer a contratação do seguro patrimonial daquela sociedade de economia mista, além de ser o responsável pela realização de pesquisa mercadológica que deflagrou o certame licitatório.
“Assim, esse conjunto de circunstâncias indicam que os valores apresentados na pesquisa mercadológica não decorreram de qualquer levantamento junto ao mercado, mas foram, em realidade, atribuídos pelo chefe do setor de compras da CEASA/RN na época do evento, e não envolvem qualquer dado que possibilite a confecção de cálculo do prêmio a ser pago pelo contratante”, destaca, ao ressaltar que o acusado João Bastos contribuiu para o desvio de recursos públicos, a partir da contratação de seguro predial das Centrais, em valor superfaturado.
“De fato, na condição de Diretor-Presidente da CEASA/RN no ano de 2005, o acusado autorizou a deflagração do procedimento e ainda homologou o certame licitatório, adjudicando o seu objeto, encartado na Carta Convite nº 001/2005, consoante termo de fls. 256 dos autos, e, em razão dessa circunstância, fora determinado o pagamento do prêmio à empresa contratada em valor acima daquele praticado em outros negócios jurídicos similares, consoante demonstrou o órgão acusador, evidenciando a prática do peculato em sua forma dolosa”, destaca a sentença.
Absolvição
Sobre a absolvição de Liésio de Andrade, para o magistrado, ficou comprovada a ausência de vontade e consciência de participar do esquema fraudulento, como se extrai não só do seu interrogatório, como também da prova documental. “É que o acusado, no exercício das atribuições inerentes ao cargo, apenas deu continuidade ao processo licitatório deflagrado anteriormente, em atendimento a determinação oriunda da presidência daquela sociedade de economia mista, à época exercida pelo acusado João Alves Bastos”, esclarece o juiz.

CONFIRA AS PENAS:
João Alves de Carvalho Bastos: seis anos de reclusão, no regime semiaberto, e multa de R$ 13 mil, acrescida de juros e correção monetária
Jimmy Cleyson Teófilo da Silva: cinco anos e quatro meses de reclusão, no regime semiaberto, e multa de R$ 13 mil, acrescida de juros e correção monetária
Ricardo Jorge Azevedo Lima: quatro anos e três meses de reclusão, no regime semiaberto, além de multa de R$ 13 mil, acrescida de juros e correção monetária
(Ação Penal nº 0031518-95.2008.8.20.0001)
FONTE: http://www.tjrn.jus.br/index.php/comunicacao/noticias/8200-envolvidos-em-esquema-fraudulento-na-ceasarn-sao-condenados

O POVO DO RN ESTÁ DE OLHO

Justiça do RN condena três por esquema de fraudes na Ceasa

Acusados fraudaram licitação da Companhia de Abastecimento em 2005.
Envolvidos foram condenador por peculato e podem recorrer em liberdade.

Do G1 RN

Justiça potiguar condenou o Estado do RN a pagar uma indenização de R$ 40 mil (Foto: Divulgação/TJRN)
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
(Foto: Divulgação/TJRN)
A Justiça do Rio Grande do Norte condenou três pessoas pelo envolvimento em um esquema de fraude de licitações na Companhia de Abastecimento do RN (Ceasa) operado em 2005. A sentença foi dada pelo juiz Ivanaldo Bezerra, da 8ª Vara Criminal de Natal.

Foram condenados pelos crimes de peculato o ex-diretor presidente da Ceasa, João Alves de Carvalho Bastos, o ex-chefe da divisão de compras da Ceasa, Jimmy Cleyson Teófilo da Silva, e o corretor Ricardo Jorge Azevedo Lima, então proprietário da empresa Cabugi Administradora e Corretora de Seguros. Todos podem recorrer em liberdade.

O magistrado, no entanto, reconheceu a inocência de um dos arrolados na denúncia do Ministério Público, oferecida em novembro de 2009. Trata-se do funcionário Liésio Andrade, que era presidente da Comissão Permanente de Licitação das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte.

Em nota enviada ao G1, João Bastos não comentou a decisão da 8ª Vara Criminal, mas informou que uma sentença do juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Airton Pinheiro, reformou uma decisão anterior, inocentando o ex-diretor presidente de uma acusação de improbidade administrativa feita pelo Ministério Público que questionava o processo de contratação da empresa de seguros. De acordo com a nota, a decisão publicada no Diário da Justiça do dia 4 de novembro também inocentou servidor Liésio Correia de Andrade da mesma acusação.

O caso
A denúncia do MP aponta que a Ceasa celebrou contrato de seguro superfaturado com a empresa Unibanco AIG Seguros. O acusado Jimmy Cleyson, na condição de chefe do Departamento de Compra da Ceasa, deu início ao processo licitatório, com a realização de pesquisa mercadológica que incluía preços superdimensionados.

Já o acusado Liésio de Andrade, presidente da Comissão de Licitação, deu prosseguimento ao procedimento licitatório fraudulento, atestando que os representantes das empresas Liberty Paulista de Seguros Ltda., HSBC Seguros S/A e AGF Brasil haviam comparecido e vistoriado a área objeto do certame.

Ao denunciado João Alves Bastos, então diretor-administrativo da Ceasa, restou a homologação da licitação fraudulenta. Bastos também ordenou a despesa em valores superfaturados.

O contrato foi viabilizado pelo acusado Robson Luiz dos Santos Moraes, que teve seu processo desmembrado posteriormente. Ele representante legal da empresa Unibanco AIG Seguros, enquanto que o acusado Ricardo Azevedo Lima figurou no negócio firmado como beneficiário direto, tendo a sua empresa Cabugi Corretora de Seguros percebido o pagamento de alto valor de comissão em razão da contratação do seguro em valor superfaturado.

Segundo a denúncia, posteriormente descobriu-se que as empresas que tiveram seus nomes incluídos como participantes do certame, na realidade, não haviam apresentando qualquer proposta, nem participado do processo de licitação.

Sentença
Em sua sentença, o juiz Ivanaldo Bezerra assinala que o “grande beneficiário do esquema de desvio de dinheiro público” foi o proprietário da Cabugi Administradora e Corretora de Seguros, Ricardo Jorge de Azevedo. “A prova recrutada indica que o acusado recebeu vantagem ilícita consistente no recebimento de tarifa de corretagem em valor superdimensionado à custa do Poder Público”, explica.

Segundo o interrogatório, Ricardo Azevedo recebeu a quantia de R$ 39 mil a título de percentual de corretagem somente por ter levado à empresa Unibanco AIG Seguros S/A, única habilitada após a conclusão da licitação fraudada, o edital de licitação solicitando a “reserva de mercado”, que é o pagamento da comissão caso aquela empresa fosse a vencedora do certame.

Já com relação ao acusado Jimmy Cleyson, na condição de chefe da divisão de compras das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte, a sentença definiu que ele foi o responsável por requerer a contratação do seguro patrimonial daquela sociedade de economia mista, além de ser o responsável pela realização de pesquisa mercadológica que deflagrou o certame licitatório.

“Assim, esse conjunto de circunstâncias indicam que os valores apresentados na pesquisa mercadológica não decorreram de qualquer levantamento junto ao mercado, mas foram, em realidade, atribuídos pelo chefe do setor de compras da Ceasa/RN na época do evento, e não envolvem qualquer dado que possibilite a confecção de cálculo do prêmio a ser pago pelo contratante”, destaca o juiz.

O magistrado ressaltou que o acusado João Bastos contribuiu para o desvio de recursos públicos a partir da contratação de seguro predial das centrais em valor superfaturado. “O acusado autorizou a deflagração do procedimento e ainda homologou o certame licitatório", conclui.

Sobre a absolvição de Liésio de Andrade, o magistrado pontua que ficou comprovada a ausência de vontade e consciência de participar do esquema fraudulento. “É que o acusado, no exercício das atribuições inerentes ao cargo, apenas deu continuidade ao processo licitatório deflagrado anteriormente, em atendimento a determinação oriunda da presidência daquela sociedade de economia mista, à época exercida pelo acusado João Alves Bastos”, esclarece.

Penas
João Alves de Carvalho Bastos: seis anos de reclusão, no regime semiaberto, e multa de R$ 13 mil, acrescida de juros e correção monetária

Jimmy Cleyson Teófilo da Silva: cinco anos e quatro meses de reclusão, no regime semiaberto, e multa de R$ 13 mil, acrescida de juros e correção monetária

Ricardo Jorge Azevedo Lima: quatro anos e três meses de reclusão, no regime semiaberto, além de multa de R$ 13 mil, acrescida de juros e correção monetária.

FONTE: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2014/11/justica-do-rn-condena-tres-por-esquema-de-fraudes-na-ceasa.html

Polícia Militar de São José de Mipibu está realizando o Natal das Crianças Carentes


A Polícia Militar de São José de Mipibu está realizando o Natal das Crianças Carentes. O projeto tem como objetivo arrecadar brinquedos e donativos, que serão doados às crianças carentes do município. Uma ação que vem recebendo o apoio e incentivo de diversas populares, tendo em vista o alto índice de desigualdade social que assola o país.

Sua colaboração é de fundamental importância, pois o principal objetivo é conquistar um sorriso espontâneo de cada criança que será contemplada. Uma época mágica, onde todos os sonhos podem virar realidade, e não podemos deixar passar em branco. Faça sua parte!

Para participar basta se dirigir à Companhia da Polícia Militar de São José de Mipibu, localizada na Avenida Moizaniel de Carvalho, ao lado do campo do Arsenal. Se preferir você também pode deixar sua doação na rádio Olho D'água FM, até o dia 19 de dezembro.

Para mais informações entre em contato com o Tenente Isaac Leão, comandante do policiamento local, através dos telefones: (84) 9468-6860 ou 8892-6761.

Ten Isaac Leão
Comandante da 2/3BPM - São José de Mipibu/RN

domingo, 23 de novembro de 2014

Fiscalização da água distribuída é falha


Aura Mazda
repórter

“É competência do Estado promover e acompanhar a vigilância da qualidade da água, em articulação com os Municípios e com os responsáveis pelo controle da qualidade de água”. É o que diz o Art. 11 da portaria número 2.914. do Ministério da Saúde. Mas, segundo a sub-coordenadora de Vigilância Ambiental (Suvam), Iraci Nestor, atualmente o Rio Grande do Norte possui controle insuficiente sobre a qualidade da água da    Operação Carro-pipa.  Dos 167 municípios do Estado, 117 são contemplados com a Operação Carros-Pipa, beneficiando  182.930 pessoas.

Emanuel Amaral
Dos 167 municípios do Estado, 117 são contemplados com a ‘Operação Carros-Pipa’ no EstadoDos 167 municípios do Estado, 117 são contemplados com a ‘Operação Carros-Pipa’ no Estado


O programa utilizado pela Suvam para garantir água própria para consumo é o VIGIAGUA - instrumento de implementação das ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano. O tecnólogo ambiental e biólogo da do órgão, Gustavo Soares afirma que a falta de controle da qualidade da água é agravado, principalmente,  pela falta de  periodicidade no cadastro dos Laudos de Potabilidade da água pelos municípios.

“Todos os municípios devem fornecer laudos informando a situação das amostragens retiradas da água, está previsto na portaria 2.914  do MS. O técnico responsável na cidade deve enviar as amostras de água para os laboratórios mais próximos da cidade e cadastrar esses dados no  SISÁGUA, que é o sistema de vigilância da água para consumo humano utilizado pela Suvam para acompanhar a situação. Porém, nem todos cumprem isso”, disse. 



Ele indica que em 2013, os municípios de Parelhas, Angicos, Santana do Seridó, Upanema, Jardim do Seridó, Lajes Pintadas, Parazinho e Currais Novos foram os que cadastraram no SISÁGUA, o maior número de amostragens. “Nos deparamos com duas situação, uma é a falta de comprometimento de alguma parte dos técnicos e do próprio município, por outro lado, também é a falta de informação, por isso realizamos capacitações constantemente”, esclarece Gustavo. 

O Art. 44 da portaria nº 2.914 não prevê prejuízos financeiros aos municípios que não fizerem a vigilância da água, nem aos que não cadastram os laudos de potabilidade. Gustavo Soares defende que essa também seja uma das razões para a falta de compromisso com os laudos. 

Outro problema indicado por Iraci Nestor  é a falta de um efetivo completo no programa VIGIAGUA. Ela explicou que hoje o Estado possui seis regionais mais a Grande Natal, e que cada uma delas possui um técnico responsável por supervisionar o trabalho dos municípios mais três técnicos que ficam na SESAP “Eles nem sempre são exclusivos do programa VIGIAGUA, e nem possuem formação para capacitar os técnicos municipais”, disse. 

Gustavo explicou que o principal problema detectado nas amostragens é a falta de cloro na água, o que resultaria na presença de bactérias como as “coliformes”. De acordo com o Ministério da Saúde, a presença de bactérias do grupo “coliformes” na água após o tratamento é um indicativo da ineficiência do processo e desinfecção utilizado ou de problemas de (re)contaminação na rede de distribuição. 

Saúde
Uma das responsáveis pelo Monitoramento de Doenças Diarréicas Agudas no RN, Zaira Santiago, apontou o ano de 2014 como positivo em relação à doença. “Até o momento não houve um pico alarmante como houve em 2013”, disse. 

A falta de alimentação do Sistema de Vigilância das Doenças Agudas (Sivepe-DDA), por parte dos municípios também é uma queixa no setor. Zaira indicou que 12 não notificaram em 2014 indício da doença, são eles: Luis Gomes, Venha Ver, São Rafael, Ipueira, Santo Antônio do Oeste, Serro Corá, Lagoa Salgada, Espirito Santo, Lagoa de Pedra, Bahia Formosa, Campo Grande e Governador Dix-Sept Rosado. “Isso não é natural, até porque alguma das cidades estão em colapso de água”.

FONTE: Tribuna do Norte

Com condenação no Tribunal, parlamentares são inclusos na ficha limpa

Tribunal de Justiça do RN determina inelegibilidade de três vereadores de Natal


Foto: José Aldenir
Os vereadores Júlio Protásio (PSB), Adão Eridan (PR) e Aquino Neto (PROS) estão inelegíveis e não poderão se candidatar a reeleição na eleição de 2016. Pelo menos, não se mantendo a decisão do Tribunal de Justiça do RN que, na última quinta-feira, manteve a condenação deles na Operação Impacto por corrupção passiva. Além deles, os ex-vereadores Adenúbio Melo e Edivan Martins (candidatos a deputado estadual nesta última eleição) e Dickson Nasser também foram condenados e, assim como os três parlamentares, ficam inelegíveis por oito anos.
A decisão da Câmara Criminal do TJ desta quinta-feira manteve as condenações impostas na primeira instância pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Natal, Raimundo Carlyle, aos 16 réus condenados na sentença. A denúncia de autoria do Ministério Público Estadual apontou a existência de um esquema de compra de votos envolvendo parlamentares da Câmara Municipal de Natal e empresários do ramo imobiliário e da construção civil durante a votação do Plano Diretor de Natal em 2007.
Durante o julgamento da Apelação Criminal, os desembargadores Glauber Rêgo, Gilson Barbosa e Ibanez Monteiro reconheceram que os denunciados aceitaram vantagem indevida para que votassem pela derrubada dos vetos do prefeito de Natal ao Plano Diretor, conforme interesses de um grupo de empresários do ramo imobiliário e da construção civil.
O relator do processo, desembargador Glauber Rêgo, afirmou que restaram identificadas as culpabilidades dos envolvidos, seja por meio de interceptações telefônicas, provas materiais ou depoimentos de terceiros. O magistrado citou trechos de escutas telefônicas entre vereadores e assessores que comprovavam a existência do esquema. E observou que informação prestada por um dos delatores, o ex-vereador Sid Fonseca (absolvido no processo), dava conta de que o valor pago a cada parlamentar em troca da derrubada dos três vetos do prefeito era de R$ 30 mil.
Detalhes importantes do processo foram mencionados pelo desembargador Glauber Rêgo, relator do recurso. Entre eles, o de que a propina seria fatiada entre os parlamentares na residência da mãe de um dos assessores – Francisco de Assis Jorge, funcionário do então vereador Geraldo Neto. Assis Jorge foi incumbido de receber a propina, por meio de dois cheques, sacá-los, e em seguida repassá-los aos vereadores.
Ao apresentarem as respectivas defesas, os ex e atuais vereadores, assessores e empresários alegaram falta de provas e, no caso de Ricardo Abreu, a justificativa de que o recurso alvo de investigação não detinha fins ilícitos. Os desembargadores não reconheceram as argumentações e mantiveram as condenações.
Foram condenados por corrupção passiva os então vereadores Emilson Medeiros, Dickson Nasser, Aluísio Machado, Sargento Siqueira, Geraldo Neto, Renato Dantas, Carlos Santos, Salatiel de Souza, Júlio Protásio, Adenúbio Melo, Aquino Neto, Adão Eridan e Edivan Martins. Os desembargadores também mantiveram a condenação por corrupção ativa do empresário Ricardo Abreu, bem como a condenação dos ex-funcionários da Câmara Municipal, Hermes da Fonseca, Klaus Charlie e Francisco de Assis Jorge, então assessores, respectivamente, dos ex-vereadores Dickson Nasser, Emilson Medeiros e Geraldo Neto.
Perda de mandato e inelegibilidade
As penas dos condenados incluem a perda de cargo, função pública ou mandato, a inelegibilidade para os que detêm mandato eletivo e penas a serem cumpridas nos regimes semi-aberto (Emilson Medeiros e Dickson Nasser) e aberto (demais citados). No primeiro caso, a punição somente se dará após o trânsito em julgado, ou seja, com o último recurso julgado.
Quanto à inelegibilidade, a situação é outra. Neste caso, os condenados ficam impedidos de se candidatar a cargos eletivos com a publicação da decisão da Câmara Criminal no Diário da Justiça Eletrônico.
O desembargador Glauber Rêgo decidiu – e os demais magistrados acataram – pela exclusão do valor mínimo de reparação do dano a todos os condenados e estipulou uma multa de 10 salários-mínimos ao advogado Rafael Cruz, então representante de Klaus Charlie, por ter renunciado à defesa do réu.
CONFIRA AS PENAS:
> Ricardo Abreu: pena de três anos e oito meses em regime aberto, com 51 dias-multa. A pena foi substituída por duas penas restritivas de direito que serão estabelecidas pelo juiz de Execução Penal.
> Emílson Medeiros e Dickson Nasser: pena de quatro anos, três meses e dez dias, com 66 dias-multa em regime semi-aberto.
> Geraldo Neto, Renato Dantas, Adenúbio Melo, Edson Siqueira, Aluísio Machado, Júlio Protásio, Francisco Sales, Salatiel de Souza, Carlos Santos, Edivan Martins: pena de três anos e oito meses e 51 dias multa, no regime aberto. As penas serão substituídas por duas penas restritivas de direito que serão definidas pelo juiz da Execução Penal.
> Adão Eridan: pena fixada em dois anos, nove meses e 22 dias-multa, regime aberto. A pena foi substituída por duas penas restritivas de direito que serão estabelecidas pelo juiz de Execução Penal.
> Klaus Charlie, Francisco de Assis Jorge Sousa e Hermes Soares Fonseca: pena de três anos e quatro meses e 43 dias-multa, regime aberto. As penas serão substituídas por duas penas restritivas de direito que serão definidas pelo juiz da Execução Penal.
FONTE: Jornal de Hoje

Maconha escondida em altar de igreja

Padre é detido com mais de 170kg de maconha escondida em altar de igreja

Dois suspeitos também foram presos com um revólver calibre 38 dentro da instituição religiosa

rtu54u45
Uma operação policial prendeu um religioso e outras duas pessoas na Paróquia São Judas Tadeu, em Pontezinha, Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Cerca de 200 quilos de maconha e uma revólver calibre 38 foram apreendidos dentro da igreja. O material estava escondida no altar, perto de imagens de santos. A Polícia Civil ainda investiga o grupo e, por isso, não divulgou detalhes da prisão, como os nomes dos suspeitos e há quanto tempo eles agiam. A prisão foi resultado de uma investigação e não partiu de denúncias anônimas.
Câmeras de segurança de uma gráfica flagraram o padre e os outros presos saindo nos carros da Polícia Civil. A Avenida Ernestina Batista foi interditada para a operação e vários curiosos acompanharam o trabalho dos policiais da inteligência. A Paróquia São Judas Tadeu amanheceu fechada nesta sexta-feira (21). Ela fica localizada em uma área bastante movimentada, próxima de três escolas públicas e alguns estabelecimentos comerciais.
De acordo com vizinhos, que não quiseram se identificar, a igreja não abria para celebrações rotineiras há algum tempo. Tinha apenas batizados aos domingos. No terreno da paróquia também ficam algumas casas, que eram alugadas. Segundo morador da comunidade, era comum haver festas nestas residências. De acordo com investigações, o religioso seria líder no esquema do tráfico de entorpecentes. Ele e outro rapaz, que também foi preso, teriam um relacionamento homoafetivo.
Através de nota, a Arquidiocese de Olinda e Recife esclareceu que o religioso Mário Roberto Gomes não faz parte do clero da Igreja Católica. A Arquidiocese disse ainda que não administra nenhuma paróquia com o nome de São Judas Tadeu em Pontezinha. A única igreja católica na localidade é a de Nossa Senhora Rainha da Paz. A igreja, em questão, é uma dissidência da Católica Apostólica Romana e não é subordinada à Roma.
FONTE: Jornal de Hoje