sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Morre Jorge Demolidor

No ano em que completa o seu centenário, o ABC perdeu outro grande expoente da história do seu futebol: Jorge Demolidor. O ex-jogador do alvinegro foi encontrado morto ontem, por volta das 17 horas, na residência onde morava. A morte foi constata por soldados da Polícia Militar, acionada por vizinhos dele no conjunto Pajuçara, na Zona Norte de Natal. Tinha 63 anos de idade. Até o fechamento desta edição, a causa do óbito ainda não havia sido confirmada, mas a suspeita era de que Demolidor tenha sido vítima de um ataque cardíaco. Outro fato levantado pelos policiais, devido a rigidez cadavérica, é que a morte teria sido registrada há mais de 24 horas.

Arquivo TN


Destaque do ABC na década de 1970, Jorge trabalhou como pedreiro depois de encerrar a carreira


A polícia foi acionada porque Jorge Demolidor, que costumava andar sempre pelo conjunto e conversar com as pessoas, ficou com a casa trancada um dia inteiro. Desconfiados, os vizinhos chamaram pelo jogador, como ele não respondeu, então acionaram a PM que enviou uma viatura ao local. Ao arrombar a porta encontraram o cadáver.

A Associação de Garantia ao Atleta Profissional (AGAP) é quem vai se responsabilizar pelo custeio do funeral, mas ficou de comunicar o horário e o local do enterro apenas na manhã desta sexta-feira.

O presidente do ABC, Rubens Guilherme, lamentou a morte do ex-atleta, que seria inclusive um dos homenageados pelos bons serviços prestados ao ABC, na festa do centenário do clube. “Não há como deixar de lamentar uma perda tão significativa. Jorge Demolidor é um grande ídolo abecedista e se transformou numa perda muito grande no ano do nosso centenário. Só temos a lamentar, mas nunca contestar as coisas de Deus”, ressaltou o dirigente, que estava em Mossoró, quando recebeu a notícia.

Na última entrevista dada para TRIBUNA do NORTE, em 2012, demolidor não escondeu que havia sido esquecido pelos dirigentes, que não reabriram as portas do clube para que ele pudesse trabalhar e falou das dificuldades que enfrentava. “Trabalhei como pedreiro, pintor e limpei quintal de algumas residências. Tudo isso para ter algum dinheiro e conseguir comer e manter minhas necessidades básicas. Posso dizer que fui esquecido pelo mundo do futebol.”

Jorge era desquitado e morava sozinho na casa simples, de poucos cômodos e móveis surrados em que foi encontrado morto. Quando a TN esteve lá, em agosto de 2012, havia uma estante antiga, uma TV e uma Bíblia. 

O capixaba Jorge da Silva nasceu no dia 18 de agosto de 1947.Iniciou a carreira no São Cristóvão do Rio de Janeiro e depois atuou no ABC entre 1973 e 1975 e ainda em 1985. Também jogou no Rio Negro de Manaus em 1974; Comercial do Mato Grosso do Sul em 1975; Botafogo da Paraíba entre 1976 e 1978, entre outros times. Encerrou a carreira no Atlético de Natal em 1991. No ABC jogou em torno de 80 partidas entre oficiais e amistosas. Marcou 39 gols, sendo 10 na excussão que o alvinegro fez ao exterior.


FONTE: TRIBUNA DO NORTE

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ALEF FOI ASSASSINADO

Adolescente de 13 anos é executado em Felipe Camarão
Vítima foi surpreendida por um atirador solitário que efetuo três disparos
Sérgio Costa


Um adolescente de 13 anos de idade identificado como José Alef foi executado na tarde desta quinta-feira (26), na rua da Fé, na comunidade Barreiros, em Felipe Camarão. Segundo a polícia a vítima foi abordada por um único atirador que efetuou três disparos na cabeça de José.

O crime foi registrado às 17h, de acordo com testemunhas, que preferiram não ser identificadas, a vítima estava conversando com outro adolescente quando o suspeito chegou a pé e de cara limpa, ocorreram quatro disparos, mas apenas três atingiram José. O sargento Melo da Polícia Militar relatou a reportagem do Portal BO que as equipes do 9º batalhão realizaram diligências no bairro logo após o assassinato, mas o suspeito conseguiu escapar. “Estamos tentando encontrar pistas que nos leve ao atirador e em seguida entregaremos esse informes aos agentes da Dehom”, disse.

O policial ainda informou que desconhece a motivação para o fato e que deixaria isso para os investigadores da Polícia Civil. Os familiares do adolescente não quiseram conversar com a reportagem, apenas pediram justiça. O copo de José Alef foi conduzido ao Instituto Técnico e Científico de Polícia, o bairro Ribeira onde será necropsiado e em seguida liberado para o sepultamento. O crime será investigado pela Delegacia Especializada de Homicídio.

Fonte: Portal BO

PAULO PEDREIRO FOI ENCONTRADO

A filha de Paulo Pedreiro nos comunicou que ele estava em Goianinha e que uma pessoa o trouxe de volta. Paulo está calado quase não fala com seus familiares.

Graças a Deus Paulo está no seio da família. E para os seus pais é um momento de felicidade plena, assim como para os seus filhos.

A VELHA GUARDA MIPIBUENSE E O POETA MOACIR

Arte da capa: Professor Dunga Melo

Vindos de Natal no início da década de 70, fomos adotados por esta singela cidade, com características provinciana, calma e acolhedora. Meu pai, Moacir Barbosa de Moura (o poeta obscuro), incentivado pelos amigos, José Ramires (in memoriam) e tenente Buriti (in memoriam), trouxe-nos para cá. 

Chegamos aqui em São José de Mipibu em 1972, minha mãe única herdeira do meu avô Manoel Militão e da minha avó Anatália Victor da Silva. Vô era funcionário da Rede Ferroviária Federal, e faleceu um pouco antes de a gente vir morar em Mipibu. Após a morte do meu avô minha mãe (Salete) comprou uma casa de taipa à rua Cel. Antonio Basílio, n° 216, o terreno da casa era grande. Terreno este que foi palco de grandes noites de serestas regadas com declamações de lindos poemas e magnificas canções do cancioneiro potiguar e brasileiro.

Vem à mente agora as cenas de serestas com João de Souza no violão, Badú no Bandolim, tenente Buriti no cavaquinho, Nivaldo Tomé Ribeiro no violão, pai (Moacir Barbosa) ao violão, todos cantavam, faziam sempre algumas pausas para declamação de poemas (sonetos) de poetas potiguares e/ou da literatura brasileira.

João de Souza ao violão (in memoriam) - meu pai Moacir - Zé Valter ao lado de sua esposa Laurinha Viegas [sentada no braço do sofá) (in memoriam) - Arquivo Pessoal de Fran Moura

Eu criança ficava encantada com tudo que ouvia, com eles aprendi a apreciar a boa música. Recordo saudosamente, das vezes que alguns deles iam juntamente com meu pai participar na TV Universitária do Programa Mesa de Botequim, e das inúmeras vezes que acompanhei meu pai aos sábados para o programa Seresta do Coração na Rádio Rural de Natal apresentado pelo saudoso Francisco Brasil, as participações de pai na Rádio Nordeste AM.

Lembro também das visitas noturnas que Tenente Buriti fazia à nossa humilde casa, quase todas as noites, com seu gravador a tiracolo e algumas fitas cassetes com músicas de serestas. Recordo Tenente Buriti em seu cavalo branco com um gravador e uma capa, um verdadeiro menestrel, muitas e muitas vezes me colocava em seu cavalo e saía a galopar comigo pelas ruas da pacata Mipibu. Oh! Quantas saudades!

Pai também teve vários poemas e artigos publicados no Jornal A República, na Tribuna do Norte, na Revista A Juriti, no Jornal O pasquim, além de ser um excelente violonista.

Recordar é viver, concordo plenamente, apesar de ser tão pequenina, não esqueci nada. É como se agora passe um filme em minha mente.

As serestas na casa de Tenente Buriti, que “convidava” suas duas filhas: Lúcia Buriti e Valdete Buriti, para cantar alguma modinhas e em seguida pedia que as mesmas se recolhessem.


Moacir (meu pai) sempre pousava de Locutor, pois havia trabalhado como locutor na Rádio Guanabara/RJ e na tipografia do jornal “O DIA”. Educado em colégio católico, cedo entrou no seminário dos frades Capuchinhos em Bom Conselho-PE, lá permaneceu até sua saída para contrair núpcias com uma jovem moça (minha mãe). Desse casamento resultou doze rebentos, apenas 5 cinco vive.

Jovem com ideal libertário foi perseguido pela Ditadura Militar, preso e torturado mesmo sofrendo torturas atrozes, jamais entregou seus companheiros. Nem os choques elétricos, o pau-de-arara, as unhas arrancadas e tantas outras formas de torturas que sofreu o fez desistir do sonho de ver nosso país melhor.

Vinte e oito anos e seis meses que ele se foi, mas parece que foi ontem, o tempo serve como atenuante para o amor e a saudade aumentar.

Seus versos poéticos e suas crônicas estão selecionados e em breve serão publicados, como que para concretizar o seu desejo de ver publicado O LIVRO ABROLHOS E ROSAS. Ao longo desses quase trinta anos selecionei cuidadosamente os seus escritos, com o intuito de homenageá-lo. Na certeza de boa parte do dever cumprido, aguardem apenas mais uns meses para a publicação.

Fran Moura
(Filha do Poeta Obscuro)

AQUI EM CASA ATÉ OS GATOS SÃO DISCIPLINADOS


Esse é o nosso gato Chuchu, brincalhão adora uma bolinha de papel. Pega a bolinha no cestinho de papel e brinca, após brincar ele devolve a bolinha ao cesto.

Chuchu quando amanhece dá bom dia para as nossas cadelas, ele também é mestre em fugas... vive procurando saídas exóticas para ir ver a gatinha da vizinha.

O mais incrível é que Chuchu e Mingau (nosso outro gatinho) são capazes de sentir quando eu e Janaína não estamos bem. Eles ficam bem pertinho da gente em silêncio, como se dissessem: Estamos aqui!


Fran Moura

LEITURA DA MENSAGEM ANUAL DO PREFEITO ARLINDO DANTAS



Amanhã (27), as 10:00h será realizada na Câmara municipal a leitura anual do prefeito Arlindo Dantas com as presenças dos vereadores e secretariado.

Você claro, é nosso convidado especial.


Assessoria de Comunicação 
Telefones: (84) 8822-0817 / 9449-0222 / 9667-1195 
Prefeitura Municipal de São José de Mipibu

ANTIGA CIDADE E CEMITÉRIO DE SÃO RAFAEL SURGE DAS ÁGUAS

SÃO RAFAEL: CASO DE JUSTIÇA! RESTOS MORTAIS ESTÃO APARECENDO NO CEMITÉRIO DA ANTIGA CIDADE

São Rafael antiga, como muitos falam, há anos ficou submersa para dá lugar a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, na época as famílias que ali residiam teriam sido remanejadas para a atual São Rafael e recebido residências de acordo com a que possuíam na antiga cidade. Do cemitério, restos mortais, segundo o DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) todos, haviam sido retirados e depositados em pequenas tumbas no cemitério atual.

Com a seca que assola a região ruínas da cidade e o cemitério emergiram e para a surpresa de todos, juntamente com as paredes e catacumbas que estão à vista, restos mortais começaram a ser encontrados.

São Rafael uma história de sonhos que ficou submersa com as promessas de uma vida melhor, agora vive esse desrespeito com os restos mortais de seus antigos moradores que foram obrigados a serem submergidos com as águas que sucumbiram a cidade antiga. Uma história, um sonho inundado e uma falha de informação pregada pelo DNOCS na época, pode desencadear uma pilha de ações de DNA.

De um modo geral chega a ser inacreditável tal acontecimento; para uns desrespeito, para outros a “confirmação” que faltava para dá vida à imaginação das pessoas que afirmam ter presenciado algum fato sobrenatural no local onde existia a cidade.


Um caso de Justiça, de polícia ou mais um caso que cairá no esquecimento e se configurará em mais um conto da cidade.

Resta agora aguardar os próximos dias.(PM São Rafael).

Fonte : Coelho Fatos e Notícias